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daniel blaufuks on Facebook

Between Times / Entretiempos

Photoespaña, Madrid,
June 9th - July 25th

with Daniel Blaufuks, Jeff Wall, Tacita Dean, Hiroshi Sugimoto, David Claerbout, Erwin Wurm and others.


Perecs Büro

Kunstverein Ruhr, Essen
2 May – 30 May


Artist's talk with Daniel Blaufuks on Tuesday, 18 May at 19:00

»Perecs Büro« is a work by Daniel Blaufuks created specially for the Kunstverein Ruhr and includes photography and video.

It is based not only on the writing of the French writer Georges Perec, but also on his early biography, as a child who has lost his parents during the war. The work subtly deals with the connection between private and public memory and our relation to landscape and language. These layers of constant information are part of our personal archive, that obviously includes also trauma and selective memory.

The title of »Perecs Büro« tries to establish a verbal link between the apparent seriousness of an office/archive and the infinite contents of a writer's mind, that is nevertheless influenced by his own circumstances and memory (loss).

Daniel Blaufuks uses mainly photography and video, presenting his work through books, installations and films. He has a predilection for issues such as the connection between time and space and the representation of private and public memory. His own biography as a descendant of a German Jewish family, who came to Portugal during the war, has been one of the causes for his constant interest in these subjects.

Kurator: Sérgio Mah.


Terezin is published by Steidl


A memória dos outros (The Memory of Others)

Carpe Diem, Lisboa

26.03.2010

Esta exposição incluí dois trabalhos sobre memória: o primeiro em filme (Carpe Diem) sobre a memória do próprio espaço expositivo em que se insere (um lugar privado que hoje é público) e um segundo trabalho em fotografia (A memória dos outros) sobre a possível memória encerrada em filmes privados. Ambos os projectos debatem-se precisamente com essa impossibilidade de aceder inteiramente à memória alheia, dado esta ser uma experiência sensorial e espacial e ser transmitida principalmente através de registos falados, escritos, fotográficos ou fílmicos, logo através de uma memória dessa memória (evocação). Simultaneamente estes dois trabalhos realçam a importância dos arquivos de memórias como um elemento de transmissão e como base essencial para o conhecimento.


O oficio de viver (The Business of Living)

Galeria Carlos Carvalho, Lisboa

17.03. - 15.05. 2010

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A série de "O Ofício de Viver" é um trabalho em fotografia, inspirado pelos diários de Cesare Pavese (e também pelo filme “El Sur” de Victor Erice), sobre a experiência do tempo e das recordações que sobram dos dias que passam sem deixar rasto.

Os trabalhos fotográficos a preto e branco e a cores e apresentados em variados formatos, são fragmentos escolhidos de um período de tempo complexo para o seu autor.
A série é composta por imagens, quase naturezas mortas, da banalidade do quotidiano, encenadas para este trabalho em espaços recolhidos e com pouca ou nenhuma ligação com o exterior. São peças em diálogo consigo mesmas, como páginas de um diário, de um tempo que parece suspenso.

As fotografias, com uma forte carga simbólica, que, no entanto, pouco ou nada relatam, remetem não só para a nossa memória pessoal, como igualmente para representações presentes na Pintura e no Cinema e que fazem já parte da memória visual comum: os limões de Cézanne, o monge de Zurbaran ou o candelabro da sala de baile em “O Leopardo”. Na História de Arte um copo de água simboliza "pureza", o vidro “fragilidade” e um limão "fidelidade", mas outras relações metafóricas ou simbólicas são possíveis e desejadas com as imagens expostas: a angústia, o desejo, a memória, a luz, a ausência, a possibilidade de suicídio, a solidão, o recolhimento, a esperança, etc.

São trabalhos que falam da relação do passado com o presente e da importância deste no futuro. Interessa ao autor não a imagem em si, mas o que ela representa ou pode representar dentro de um mesmo espaço e de um mesmo momento.

Escreve Pavese no seu caderno: "Durante a viagem de comboio pensei que aqueles campos que via fugir, as cortinas de árvores, as casas, os recantos, as recordações de outros tempos, tudo serviria para fabricar memórias, para gerar o passado. Por banal que fosse o momento, e, no fundo, aborrecido, reencontrá-lo um dia já não seria banal" e anota num outro dia que "não se recordam os dias, recordam-se os instantes".

Esta percepção de perda imediata do presente será aquilo a que chamamos vulgarmente de "momento". Uma fotografia é uma cristalização dessa mesma experiência, uma "imagem-tempo" (e não, como no cinema, uma “imagem-movimento"), e é, simultaneamente, passado e presente sobrepostos numa única experiência. As fotografias são contentores de um instante, que se transforma num espaço de tempo infinito. E é através das fotografias e de uma gestão diária do factor tempo ou, melhor, da perda deste, e não da experiência de tempo em si (que flui sem que verdadeiramente nos apercebamos), que adquirimos a percepção e a memória dum presente, que rapidamente se transforma em passado.

A imagem fixa, tal como, pela sua inutilidade, um relógio parado, alerta-nos precisamente e por um breve momento para esse fluxo cronológico constante e eternamente presente. É precisamente o tempo interrompido que nos torna conscientes do tempo em movimento. Todas as fotografias vão aparentemente contra essa corrente do tempo, constituindo assim um presente sempre presente. É a memória que as transforma em momentos, o acontecimento de um dia qualquer numa ocorrência de todos os dias ou apenas de um dia concreto. Viajamos sempre no presente, mas nunca o alcançamos nem o conseguimos segurar, porque não temos a capacidade para o travar. O presente continuará após a nossa existência e essa noção é talvez mais assustadora do que a própria ideia de morte. São precisamente as memórias e os arquivos que permitem transições entre os tempos e entre gerações.

Estas imagens parecem existir fora deste presente ou até apesar deste presente. As fotografias ambicionam a intemporalidade e parecem não conter tempo, são interrupções, pausas ou cortes nessa linha infinita que, no entanto, não se deixa interromper. São momentos em suspensão e memórias não concretas. Evaporações ou arquivos de algo que não é passível de ser arquivado.

Paralelamente são apresentados alguns filmes da série "Memory Films".

A 18 de Agosto de 1950 Cesare Pavese anota na última página do seu diário:
"Palavras, não. Um gesto. Não escreverei mais". Poucos dias mais tarde, suicida-se num impessoal quarto de hotel de Turim. Não escreverá mais.

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Caderno Blaufuks 1

edição tinta-da-china, lisboa, december 2009

48 pp., Euro 8.50


a história devida


Viagens com a minha tia.

Esta exposição é invadida por personagens e lugares que desapareceram há muito tempo e regressam como visões fantasmáticas inquietantes, personagens e lugares que se estabeleceram desde há muito na sua obra pessoal, de grande fé nas imagens e na memória. A vitalidade do passado é revisitada e renasce para estabelecer pontos comuns entre as suas obras videográficas, participando numa construção de histórias contra o esquecimento. Narrativas que desde as primeiras imagens nos prendem como num thriller cinematográfico por vezes metafísico e crepuscular, em que transpiram resquícios da odisseia dos judeus ao longo do seculo XX, tema tentacular na deriva artística de Daniel Blaufuks, sempre a evitar os clichés fotográficos mesmo quando utiliza situações falsamente cartão postal para turistas. De novo em Viagens com a minha tia, insiste em explorar as múltiplas possibilidades do tema da memória, através da apropriação de imagens anónimas (found footage) em várias situações e reaparecem aqui ao serviço de uma ideia complementar mas também recorrente na sua obra, a viagem errática a par das memórias familiares, nunca em registo confessional mas antes como sugestão de uma cartografia pessoal e histórica com uma razoável amplitude cultural e artística. Umas vezes insinuando-se como um autor com uma linguagem pessoal, mas algo próximo de realizadores como Wim Wenders, Roberto Rosselini ou Alain Resnais nos seus registos autorais mais próximos do documentário cinematográfico, noutras indagando e apoiando-se para assim lhe acrescentar uma outra amplitude sintáxica e de rigor histórico, em autores literários como W.G. Sebald, Bruce Chatwin ou Graham Greene, mas ainda assim cada vez mais próximo do cinema europeu e das suas mais importantes correntes. Em “Viagens com a minha tia”, contribui para o efeito de “narrativa em capítulos” mesmo que apenas sugerida, a atmosfera de recolhimento tão sugestiva do conjunto de salas da galeria Solar. Atmosfera propícia para uma viagem interior a uma “zona” habitada desta vez por uma colecção de memórias visuais e sonoras do autor em particular, de todos numa extensão do individuo arquivador de memórias do cinema, da televisão, da cultura em geral, expondo cada visitante a uma interrogação no limite da sua própria imaginação e da sua identidade cultural, causando uma certa estranheza mas levando-o a um estado meditativo e de evasão necessários para induzir o quanto estará longe ou perto das “estórias” que aqui se insinuam, mas que dessa forma se apresentam em condições expositivas ideais e provocam uma fruição emotiva e reflexiva em cada visitante.
O discurso e os meios utilizados pertencem a um período muito recente de produção audiovisual de Daniel Blaufuks, sendo cinco das obras criadas para esta exposição em particular, todas exibindo um forte pendor cinemático nesta estreia de Blaufuks na Solar.


Os Passos em Volta

a partir de "O Mercador de Veneza" de Shakespeare

Salão Nobre do Teatro Nacional de São João, Porto

de 6 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2009


Entrevista com Nan Goldin


A Senhora de Sade de Yukio Mishima

com direcção de Carlos Pimenta

21 a 24 de Novembro de 2008 no CCB, Lisboa


Terezin in photoworks, Autumn/Winter Issue


Blaufuks and The Archive at Printed Matter, New York


Cesar Kiraly sobre Tomorrow is a Long Place, Rio de Janeiro


LOOP Barcelona 2008

vera cortês art agency
artist > daniel blaufuks

winners of the best proposal prize
jury: barbara london (moma, n.y.), mark nash (independent curator, london), bartomeu martí (director do macba, barcelona) and ainhoa grandes (director of fundación del macba)


LOOP Barcelona 08.05.-10.05.08


Slightly smaller than Indiana

An artistic road-movie through Portugal, asking whether the contemporary landscape is becoming unrecognisable, as if it were a postcard. Followed by a debate on contemporary Portugal with the Director.

78 minutes, 2006

Saturday 8th March / 2.00pm / Free
St Peter’s Church, Vere Street (just off Oxford Street, Bond Street tube)
London W1G 0DQ

London Festival of Europe


Álbum

Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

26 de Janeiro a 6 de Abril de 2008


Arquivo Fotográfico de Lisboa, Rua da Palma, nº 246, 1100-394 LISBOA


 O Arquivo

Lançamento do livro O Arquivo no último dia da exposição, dia 23 de Fevereiro

Vera Cortês Agência de Arte das 15h às 20h

“Este livro recolhe alguns textos espalhados, aos quais decidi dar a importância que merecem. Outros são textos pedidos
propositadamente a autores, com os quais sinto afinidades e partilho alguns universos. Também decidi incluir palavras
mais antigas, que não perderam o seu interesse e que se relacionam, de certa forma, com o contexto em que insiro
o meu trabalho. Ainda um ou outro texto da minha autoria, que acompanham as imagens aqui publicadas. Claro que,
como todos os outros, também este é um arquivo incompleto.”


Launching of the book " The Archive" in ARCO, Madrid at Vera Cortes, Saturday, 16th, at 18 pm


"O fantasma do arquivo e os seus objectos" por Margarida Medeiros


Álbum

Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

26 de Janeiro a 6 de Abril de 2008


Para que a memória perdure

Miguel de Matos abre algumas gavetas do arquivo biográfico de Daniel Blaufuks.

“Sempre que uma pessoa morre, desaparece informação não recuperável”, diz o fotógrafo Daniel Blaufuks a propósito da sua nova exposição “O Arquivo”. O tema da memória – recorrente do seu trabalho – é aqui novamente desenvolvido e aprofundado. Já no seu projecto anterior Sob Céus Estranhos, Blaufuks contava a história, que é a sua, dos judeus refugiados que passaram por Lisboa, demonstrando como este acontecimento histórico influencia a memória e a vida da sua família.
Os avós de Daniel vieram da Alemanha e da Polónia. Judeus refugiados que, de viagem para os Estados Unidos, pararam em Lisboa e por cá ficaram. Todo o seu trabalho é influenciado por estes acontecimentos. “Acho que as pessoas têm a tendência de se afastarem daquilo que está para trás, mas eu acho que o passado vai-nos acompanhando ao longo da vida”, confessa.
Os registos e documentos que Daniel expõe neste projecto são verdadeiros, são os seus. Mas podem também pertencer à personagem que quisermos construir, como um desenho que se cria unindo pontos. “Há aqui a ideia de um arquivo pessoal, mas é óbvio que essa pessoa sou eu. É a personagem que eu estou a construir ao longo dos anos. Representa uma sequência de coisas passadas e há-de ser um antecedente das que virão. Porque um arquivo nunca tem fim.”
O arquivo como forma de conservar é a ideia-chave. Mas também o facto de os instrumentos de arquivo se tornarem obsoletos. Daí a inclusão de uma imagem do primeiro computador e outra de cassetes áudio, uma questão muito actual, agora que as cassetes finalmente deixaram de ser fabricadas. O que fazer com um arquivo para o qual em breve desaparecerão também os instrumentos que permitem decifrá-lo? Apenas fitas contendo informações impossíveis de resgatar? Trata-se aqui da necessidade de preservar memórias e a incapacidade de reproduzi-las integralmente.
Numa das salas da galeria é exibida uma série de fotografias que Blaufuks comprou numa daquelas lojas americanas que vendem de tudo. “São imagens de campas que não têm datas, apenas nomes. Por um lado é o último arquivo (de pessoas, neste caso) e é um momento de memória. Há um ditado judaico que diz ‘enquanto alguém se lembrar de nós nesta terra, nós não morremos’. Esta é a última tentativa de alguém se lembrar de nós. Por outro lado, faz uma ligação com o meu trabalho sobre os campos de concentração e sobre os judeus.”
O coração da exposição é uma sala com vários suportes de registo. Numa mesa está disposto um conjunto de iPods com vídeos de pessoas a quem Daniel pediu para falarem em frente a uma câmara sobre aquilo de que se lembravam nesse preciso momento. Todas as frases proferidas começam por “Lembro-me de...” e são recordações instantâneas em loop. A seguir, um postal em diapositivo que se repete incessantemente, um déjà vu que nunca acaba. É um projector que muda de slide mas a imagem é sempre a mesma, como uma recordação que teimamos em repetir, repetitiva e obsessiva.
Vamos mais fundo no íntimo de Daniel com uma pequena projecção que mostra a fotografia desfocada de um homem. “É a memória impressa de um pai que eu nunca tive. Os meus pais divorciaram-se, eu fiquei com a minha mãe e raramente vi o meu pai depois disso. Nunca tive um pai a sério. É essa ausência que está aqui demonstrada, numa imagem pouco clara.”
A última fase é um álbum de elementos dispersos que no seu total criam uma autobiografia. São os tais pontos que se juntam para fazer um desenho, uma história pessoal, neste caso. A casa onde Daniel viveu durante dez anos na Alemanha, um bilhete para um espectáculo, um talão de uma balança antiga do Rossio com o rosto de Catherine Deneuve, aludindo à magia perdida do cinema, um postal do World Trade Center, um mapa com a localização da casa dos avós no Guincho... Este é o álbum de um homem que colecciona tudo mas que não apresenta qualquer informação pessoal. É preciso ler estes sinais, objectos e fotografias para intuir o que aconteceu.

“O Arquivo” está aberto na Agência de Arte Vera Cortês (Av. 24 de Julho, 54, 1º esq.) até 23 de Fevereiro. De terça a sexta das 11 às 19h e sábados das 15 às 20h. A entrada é gratuita.

(TIme Out)



"Conheci em tempos um senhor muito viajado, que guardava todos os papéis, que lhe chegavam às mãos. Cartas e livros, mas também facturas, senhas, fotografias, bilhetes de cinema e de museus, recortes de jornais e declarações de impostos. Arquivava tudo isto em pastas e caixas ano após ano. Era assim um diário escrupuloso da sua vida, do que fez, do que gastou,do que comeu e em que locais, mas que não incluía nenhuma nota pessoal, nenhum registo dos seus pensamentos ou sentimentos."
[ Daniel Blaufuks, do texto “Setembro” ]


Daniel Blaufuks apresenta "O ARQUIVO" na Vera Cortês Agência de Arte, uma exposição de novos trabalhos, acompanhada de um livro de artista, produzido para a ocasião e que será apresentado no ARCO em Madrid e na Agência na finissage da exposição dia 23 de Fevereiro das 15h às 20h. Esta exposição propõe uma reflexão sobre algumas das temáticas recorrentes do artista, nomeadamente a linha entre o público e o privado, a memória colectiva e a reminiscência pessoal, mas também sobre a necessidade de recordar, registar, arquivar, catalogar, inventariar ou coleccionar estas mesmas memórias, seja através de fotografias, objectos ou obras de arte.

A exposição tenta recriar uma ideia de arquivo pessoal do artista e integra trabalhos em fotografia e vídeo.

Finissage com apresentação do livro “O Arquivo” dia 23 de Janeiro das 15h às 20h


A few photographs from Iran (PDF, 500 KB)


Pulse, Miami



NA FOTOGRAFIA, ESTAMOS FELIZES

Maria de Medeiros e Daniel Blaufuks no Festival Temps d'images a 3 de Novembro


Um pouco mais pequeno do que o Indiana (Slightly Smaller Than Indiana (O. mit engl.U.)

29.09. 17h30
01.10. 18h00

Eiszeit Kino, Zeughofstrasse 20, 10997 Berlin


Em memória

O país das águas

Polaroides de S. Petersburgo

de Eduardo Prado Coelho


Terezín

Galeria Manoel Macedo, Belo Horizonte, Brasil

Agosto-Setembro


Blaufuks, La Caja Negra, Madrid


El laberinto Blaufuks

La sensación que tiene uno al recorrer esta muestra individual de Daniel Blaufuks es, de algún modo, la de estar ante un compendio de imágenes que se escapan a la firma de un autor determinado. Estampas extraídas de distinto tiempo y lugar a la vez que, casi paradójicamente, se percibe una marcada unidad, un conjunto de ideas concretas y orientadas tras las imágenes que en ella se muestran y su cuidada disposición en las salas y espacio de la galería. Algo recuerda aquí a aquellos gabinetes de pintura del pasado, a una colección de estampas encontradas, coleccionadas. En el otro extremo, está el elocuente título de la exposición, Blaufuks, y su prolongación en el mimado libro-catálogo confeccionado por el artista y editado por La Caja Negra. Un libro que parodia una monografía de bolsillo sobre un artista histórico, la firma, la autoría: todo el peso de tales convencionalismos tan profundamente consolidados dentro del mundo y la apreciación del arte.

Tales extremos se tocan con evidencia en un conjunto expositivo que tiene algo de reivindicación de la pintura y sus géneros y la plástica del cine. Blaufuks desenvuelve la Historia de la pintura y propone una revisión plástica, personal pero no intransferible de los géneros del bodegón, el retrato, el paisaje y las arquitecturas. Con un evidente, y sin duda logrado, afán estético agrega a sus imágenes características formales, compositivas y lumínicas marcadas manteniendo siempre la elección de unos motivos cercanos, inmediatos, que disparan una sensación de estar ante momentos de vivencias privadas, una lectura biográfica. Los lugares y su luz siguen siendo aspectos fundamentales en este conjunto fotográfico y en el vídeo que lo acompaña, y cierta ternura y desolación se cuelan por las rendijas, por las sombras y el tiempo congelado y desaprendido que plasman. La obra de Blaufuks resulta, en ese sentido, notoriamente sentimental.

Hablábamos de que estas fotografías llevan adheridas cierta plástica del cine, pero eso sería quedarse corto. Es el tiempo y la magia del séptimo arte, su infinitud, su capacidad de permanencia a lo que remiten parte de las obras de esta exposición. La excelente serie de fotografías de carteles de Fin o The End sacados del vídeo Endless End, así lo manifiestan. El cine aparece aquí como una narración por medio de imágenes que procura historias universales a nuestros sueños y pesadillas interiores que nosotros montamos de nuevo, reconfiguramos. El final no sucede nunca. Una pintura narrativa sin fin.

Lo que Blaufuks propone es un laberinto donde uno puede extraviarse pero que tiene múltiples salidas. Allí, el fragmento narrativo, la evocación lírica y biográfica, un anhelo de belleza y numerosas articulaciones de un bagaje cultural común, se cruzan con la reflexión sobre el tiempo y la función e importancia de una vida, esa autoría.

H. Pozuelo, Abel (El Cultural, 14 de Junho, 2007)


A doença do exílio e o poder da fotografia

Na sua origem, o espanto fotográfico está ligado à capacidade, não prevista, de um engenho humano poder fabricar uma imagem que reproduz, tal qual, o real, ou seja, pode averiguar-se o bom ajustamento entre a imagem e os factos do mundo. Um espanto que se adensa quando são consideradas as regiões limite da experiência humana que, como se sabe, dizem respeito ao sofrimento, à perda, à morte, ao trauma. É então que surge uma forte perturbação na relação de adequação entre a imagem e o mundo. São imagens que sugerem, que evocam, que provocam, mas que não possuem nada de determinado, nem designam a matéria positiva do real. As fisionomias que registam e guardam transformam-se em instâncias onde se condensam e articulam - como se de metáforas ou alegorias se tratassem - experiências, sentidos, significados.

O livro/filme de Daniel Blaufuks tem este problema no seu interior. O seu gesto é, essencialmente, o de identificar a que é que corresponde a condição do exílio e mostrar como é que o exilado é uma categoria dos habitantes do mundo. Um gesto que, através de sucessivos desdobramentos, se descobre como sendo não só acerca da deslocação dos Judeus da Alemanha Nazi, como também sobre Lisboa, sobre a família do artista e sobre a relação complexa que se cria entre nós, as nossas origens e a herança que recebemos.

Sob Céus Estranhos é difícil de classificar porque não corresponde a nenhum objecto específico: é um livro de fotografia, é um filme, é um registo e um arquivo. E é nesta mistura que reside a sua enorme fertilidade. Também é um documento onde confluem a percepção subjectiva da natureza e a mais rigorosa recolha da verdade histórica.

A verdade histórica não é matéria estranha à criação artística e diz respeito ao conhecimento objectivo que cada obra de arte possui como sua possibilidade. No julgamento de Eichmann em Israel, os juízes, quando confrontados com a descrição das atrocidades sofridas pelos Judeus nos campos de concentração, "declararam", em palavras de Hannah Arendt, "que um sofrimento daquela dimensão estava para além da compreensão humana, que era matéria para os grandes poetas e escritores e não podia ser tratada numa sala de tribunal".

A identificação do que está para lá das capacidade humana de compreensão é o lugar onde podemos ancorar Sob céus estranhos: é através da possibilidade de compreender o que é ficar sem terra, sem pai, sem a língua materna, que se desenvolvem os diferentes andamentos do livro/filme. Escreve Blaufuks: "E esta creio ser doença do exílio, a sensação de estar sempre distante de casa, longe da língua materna, dos livros e da comida da nossa infância, da cultura dos nosso pais."

Ser testemunho de algo que é impossível testemunhar é aqui assumido enquanto projecto videográfico e fotográfico, ou seja, um projecto estético. Esta é a única possibilidade porque só a representação estética pode ter em conta os diferentes matizes e profundidades da experiência humana, isto é, tentar encontrar uma imagem sensível para aquilo a que, em princípio, nenhuma imagem pode jamais corresponder. A própria história da fotografia é uma sucessiva apresentação das tensões sensíveis que estão no centro do problema da imagem (fotográfica ou videográfica) como representação e prova material do real (pense-se em Charcot e Salpêtrière, no Shoah de Lanzmann ou Mikael Levin, etc).

Querer dizer e as palavras não chegarem é a experiência mais próxima do abismo aqui em causa: em vão procuram-se as palavras que melhor designam um estado interior e parece-se estar a correr contras as grades de uma prisão. Trabalhar neste limiar é assumir a expectativa de um dia se conseguir encontrar a palavra ou a imagem certas (Wittgenstein diria: a palavra que salva).

A redenção, que aqui não tem significado teológico, opera-se através da conciliação do eu com o próprio passado e a compreensão, que é o operador desta transformação, acontece por meio da representação fotográfica (que, por mais indirecta que seja, corresponde sempre a um acto de conhecimento). Por isso, à fisionomia que este livro/filme desenha da doença do exílio, corresponde uma libertação dessa mesma condição, a cura da doença.

Nuno Crespo (Diário de Notícias)


Sob Céus Estranhos

MELHOR LIVRO DE FOTOGRAFIA DO ANO NA CATEGORIA INTERNACIONAL

BEST PHOTOGRAPHY BOOK OF THE YEAR IN THE INTERNATIONAL CATEGORY


Foto Rio 2007 - Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro - Tomorrow is a Long Place

7 de Junho a 5 de Agosto


Galería La Caja Negra
Fernando VI, 17-2º Izq.

Madrid

06.06.07 - 22.07.07


Cultura de Arquivo por Sandra Vieira Juergens


Sob Céus Estranhos - Livro à venda nas livrarias


A propósito do livro e DVD Sob Céus Estranhos, o fotógrafo Daniel Blaufuks falou ao SOL...


Há um ano, sensivelmente, escrevi sobre o BES Photo antes da atribuição do prémio. Hoje, porém, sei que Daniel Blaufuks ganhou a edição de 2006. E isso, dir-se-ia, poderia contaminar este texto. Mas especulando livremente afirmo que não, não podia. Porque o trabalho de Blaufuks patente no CCB desde Janeiro é, de muito longe, o melhor. Augusto Alves da Silva tem uma fotografia exposta e, por ali, é o maior equívoco da mostra que fechou as portas ao público a 18 de Março. A fotografia é frontal, de um arco-iris no mar, fotografado por um curioso à frente do fotógrafo, num barco. Mero fait-divers, é uma imagem banal e sem qualquer proposta teórica ou mesmo lúdica, e espanta pela (neologismo) basicalidade. Já Susanne Themlitz tem propostas de maior fôlego, ainda que não totalmente consequentes. Com um conjunto de imagens a atirar para um mundo imaginário habitado por personagens bizarras, a fotógrafa serve-se da camera para simbolização de uma atmosfera de limbo, onde uma mulher e uma criança se movem numa casa abandonada, fazendo pasta de papel e assumindo uma posição de alienação. Ainda que maioritariamente provocado, e assente numa tónica de quantidade, as imagens de Themlitz têm uma preocupação de composição a partir da banalidade, ou seja, existe um olhar estético sobre o bizarro construído. Vasco Araújo é um segundo equívoco a seguir a Alves da Silva. Ainda que não completamente abstraído de conteúdo, o trabalho de Araújo é muitíssimo mais do campo da instalação do que da fotografia. De base pessoana, com um ponto de partida literário, o trabalho exposto tem a fotografia enquanto sidekick, e não como actor principal. Não existe, assim, enunciado teórico qualquer, mas antes uma colagem de estados de espírito e de letra pintados por fotografias. Simpático ao toque e à vista, o trabalho de Araújo parece mais uma experiência adolescente do que uma plataforma de imagem fotográfica. Já no caso de Blaufuks, a coisa é bem diferente. O fotógrafo que ainda esta semana lançou "Sob Céus Estranhos" (de que falarei aqui) parte de uma imagem encontrada num livro de W. G. Sebald tirada em Terezín, campo de concentração na República Checa, pedra de toque do regime nazi antes da queda em 1945. A imagem, de uma sala com porta aberta e arquivos nas estantes, seduziu Blaufuks, que a procurou. A partir daí o artista constrói um conjunto de elementos que são simultaneamente reflexivos e estéticos. Diversas imagens de pessoas em Terezin são mascaradas com um filtro vermelho. Blaufuks encontrou ainda a sua sala de arquivo dentro da imagem de Sebald, trazendo-a à memória colectiva actual, sublinhando o seu estado de suspensão encenada, que permanece. No que estava disposto no CCB especial realce para o filme, documentário realizado por nazis a glorificar Terezin como o campo perfeito, o projecto sublime do regime, em que a encenação assenta em sorrisos mortificados de quem estava permanentemente a morrer. A farsa alemã à data é ainda dantescamente sublinhada por uma voz-off de pretensão divinatória. Blaufuks recupera a estratégia usada nas fotografias: reduz a velocidade das imagens e aplica filtros vermelhos, dando uma profundidade diferente à peça, assumindo a alteração no dispositivo como forma de lhe conferir um carácter apenas localizado no tempo e na história. No fim, o projecto de Bluafuks é isso mesmo: um projecto, substantivo nos conteúdos e nas formas, em busca de algo que nos toca enquanto humanidade e enquanto seres culturais, ou seja, políticos e livres, mesmo que, por vezes, apenas em expectativa (e não desejo). O site do fotógrafo e realizador dispõe de um PDF com as imagens e uma entrevista onde tudo está mais reflectido, a qual se aconselha leitura atenta. Pode encontrar-se em http://www.danielblaufuks.com/bes.pdf.

posted by Animatógrafo


Quarta-feira, Abril 11, 2007

Man Ray regressa à Baixa de Lisboa

Assisti ontem na Fnac ao lançamento do livro que também inclui o dvd “Sob Céus Estranhos, uma história de exílio” de Daniel Blaufuks.

Centrando-se na relação fotografia e literatura, Richard Zenith apresentou a obra de Blaufuks. “Collected Short Stories” (2003), diz-nos, “é um livro aberto, é uma espécie de “prosa de instantâneos” deixando o leitor imaginar as suas histórias pessoais”.
“Sob Céus Estranhos, são as minha memórias, as memórias da minha família, que escolheu este país como local de exílio. O livro, pensado primeiro acabou por sair só agora, depois do filme. Mas o filme é também uma narrativa”, diz-nos Blaufuks. Este livro encanta-me, e considero que filme e livro vivem de mãos dadas, nenhum anula o outro. "Portugal foi um país de trânsito e não de exílio, foi um corredor para outros destinos, uma sala de espera incómoda. Só um total de cinquenta, incluido os meus avós, ficaram em Portugal”, lembrei-me de Man Ray. Curiosamente, já em casa li no livro “Dos que seguiram caminho, pouco ou nada ficou. Nos museus portugueses não existem por exemplo, obras de Marc Chagall, Max Ernst ou de Man Ray. Nas memórias dos escritores Heinrich Mann, Hans Sahl e Hertha Pauli, Lisboa não merece mais do que um breve capítulo ou uma nota de rodapé”.
Em Outubro de 2000 o Museu do Chiado expunha a colecção de Giorgio Marconi, colecção extensa e qualificada do artista Man Ray.

Gostei da coincidência, o Museu do Chiado na Baixa lisboeta apresentáva a obra de Man Ray. Escrevi então na altura, “Man Ray regressa à Baixa de Lisboa” um texto sobre a exposição. Enviei-o para vários jornais, nenhum me deu resposta. Começava assim : “Em Julho de 1940, Man Ray hospeda-se no Hotel Francforte na Baixa lisboeta. Aguarda vaga num navio que o levará de regresso aos Estados Unidos. Americano, com residência em Paris, deixa a cidade dos seus sonhos quando esta é ocupada pelas tropas Nazis. O retorno aos Estados Unidos deprimi-o, é-lhe difícil regressar ao país que o fez emigrar” e terminava “Após sessenta anos Man Ray regressa à baixa lisboeta e quem visita a exposição regressa ao espírito dadaísta dos anos vinte”.
Lera, a biografia de Man Ray escrita por Neil Baldwin que diz o seguinte: “Man Ray and Virgil Thomson took a sleeper train from Irún, a small town on the Spanish border, straight through to Lisbon, arriving on July 25. And then the waiting game began. The city was, Man Ray wrote Elsie, “a madhouse filled with refugees from all over Europe,” all with the same purpose, to find a scarce berth on one of the steamships and get out, quickly. Staying with Thomson at the Hotel Francfort, Man Ray wrote to his New York bank, the Trust Company of North America, authorizing the release of four hundred dollars from his account to pay for a ticket at the American Export Line offices there. Gala Dali was also in Lisbon, trying to arrange passage for herself and her husband, while Salvador paid a farewell visit to his father in Figueras, Spain, and then spent a week in Madrid. The Dalís had followed much the same route as Man Ray, fleeing Bordeaux before the bombings began there. Finally, on August 6, the Excambion, of the American Export Line, departed for New York. Among the illustrious passengers were Man Ray, the Dalís, Thomson and Suzanne Blum, and film director René Clair and his wife, Brogna”.

Ao contrário dos avós de Blaufuks, Man Ray e todos os outros seguiram caminho, Lisboa não merece mais do que esta breve referência.

posted by Madalena Lello at 7:57 PM



Sob Ceus Estranhos em livro + dvd no dia 10 de Abril Under Strange Skies as book + dvd out on April 10th
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Next to Nothing, 1990-2007

Ciclo Paul Bowles

Centro Cultural de Belem, Foyer do Pequeno Auditório, de 26 de Março a 20 de Abril

de 26 a 31 de Março das 14 às 20 h - em Abril de Segunda a Sexta, 14 às 18 h, Sábados, Domingos e Feriados das 18 ás 20 h - Entrada Livre

Next to Nothing

Fui a Tânger para me encontrar com Paul Bowles. Os seus livros tinham-me fascinado, mas, mais do que isso, a sua vida. Compositor e escritor, viajante no seu tempo, alguém que procura. Em sua casa, encontrei, acima de tudo, serenidade. Tardes preguiçosas à volta da lareira, apenas interrompidas por algumas visitas diárias, e calmos passeios ao mercado. Mesmo assim, estes não eram tempos pacíficos. O prazo americano ao Iraque estava a acabar e Bowles em breve seria o último cidadão americano na cidade. Todas as tardes atravessava a Place Koweit para chegar a sua casa e cada vez o encontrava mais preocupado, aguardando as notícias que lhe traríamos da rua. Não tem televisão e nunca o vi a ligar o rádio. E, claro, não tem telefone. Estas são as fotografias desse tempo peculiar.

Fazem parte de um trabalho em curso.

Introdução do livro My Tangier, Difusão Cultural, 1991

Next to Nothing II

Foi graças à Fotografia que o conheci. Bati-lhe à porta, nos apartamentos Itesa , com a desculpa de alguns retratos para um jornal português, mas que não havia pressa, pois ficaria algum tempo na cidade. Penso que foi isso que lhe agradou. Tempo. Todos os jornalistas que por lá passaram não o tinham. Uma entrevista para amanhã, ou mesmo hoje, era o pedido constante, segundo me contou (e descreveu mais tarde num dos textos inéditos , que teve a gentileza de oferecer para o meu livro de fotografias). Mas eu fui ficando. Visitei-o todas as tardes, acompanhei a suas idas diárias ao mercado e ao correio, fui fotografando calmamente, sem ansiedades, porque mais importante do que as imagens eram as palavras, as conversas.

Tinha a nítida sensação de estar perante um sábio, um homem que tinha vivido a sua vida, traçado o seu destino, encontrado a sua alma. A casa e a pessoa de Bowles irradiavam serenidade, apesar da sua biografia e do monte de malas na entrada lembrarem outras existências. Falava com uma voz calma, com uma dicção formidável, que recordo agora, ouvindo um disco de histórias, poemas e composições gravado para Editora Psalmodia Sub Rosa no ano da minha primeira visita.

A sua paixão era a música e foi como compositor que se tornou conhecido, após ter tido aulas de piano e teoria de música com Aaron Copland. Quando me falou da sua música, pareceu-me sentir-lhe uma certa mágoa da sua fama se dever à escrita. Ainda em 1992 escreveu-me uma carta em que mencionava a sua dedicação a tempo inteiro à composição de uma partitura para uma peça a estrear para em Tânger.

Durante anos fez gravações de músicas tradicionais nos locais mais recônditos de Marrocos, que entusiasmaram, entre outros, Mick Jagger e Brian Jones, seus vizinhos de baixo no Itesa. E foi no seu apartamento que escutei uma cassete de Jonh Lurie, da qual me falou com muito interesse.

Sem telefone ou televisão a sua casa era uma mini-fortaleza. Havia barreiras a transpôr, o seu amigo Mohammed Mrabet, o escritor Rodrigo Rey Rosa ou mesmo a desconfiança natural de Bowles. Mas uma vez iniciado neste círculo, uma pessoa sentia-se em casa. Chá, bolachas e uma lareira sempre acesa serviam de estímulo à conversa, que, na altura da minha primeira visita, girava, naturalmente, em torno da iminente guerra do Golfo.

Nas nossas cabeças, a guerra ia durar muito, meses, talvez anos. Ninguém imaginava que tudo se passaria tão rápido. Da janela do Bowles , observámos o recolher da bandeira americana no prédio da Voice of America em frente. Para ele era a última vez que via a bandeira. Todos os cidadãos americanos de Tânger e de Marrocos tinham já sido evacuados, mas Bowles recusara-se.

Preferia, como me explicou, ir para o inferno do que ir para Washington, e assim essa ideia agradava-lhe ainda menos.

É esta subtil ironia que me apetece hoje recordar. Outros falarão muito melhor dos seus livros, da sua vida, das suas desavenças, das suas amizades, da Sally Bowles do Cabaret que lhe deve o seu nome, e, talvez mesmo, da sua música, o que estou certo, lhe daria imenso prazer. Eu, por mim, agradeço-lhe e desejo que encontre todos os outros, Jane, Gertrude, Peggy, Allen, Jack, Ian, Brion,Tennessee, até William, nesse céu que nos protege.

Escrito por ocasião da morte de Paul Bowles e publicado no Público de 19 de Novembro de 1999

Next to Nothing, Terceiro andamento, duas vezes oito anos depois

Quando penso naquelas tardes, já lá vai tanto tempo, lembro-me primeiro do sabor do chá e, depois do calor da lareira e, em seguida, da voz, da voz calma e melódica de Paul Bowles. Falava pausadamente, como alguém que pensou muito no que vai dizer, mas também como alguém que sabe que é ouvido. E o som era como o chá e como a lareira, era caloroso e envolvente e a noite caía e ninguém se queria ir embora.

O meu quarto no modesto Hotel Paris numa esquina do Boulevard Pasteur era frio e não tinha aquecimento. O Inverno em Tanger tem as suas manhãs solarengas nas esplanadas dos cafés, mas, à parte disso, é bastante duro e o chão de pedra e a água sempre gelada do duche faziam-me sonhar com a lareira em casa de Bowles. Não foi uma rotina que tivesse durado propriamente muito tempo, mas o suficiente para me ficar na memória como uma rotina: de manhã andava pela cidade, explorando e fotografando, bebendo chá de menta com leite no Café de Paris, onde já tinha uma pequena tertúlia. Ao principio da tarde encaminhava-me para o bairro do Itesa, uma caminhada de cerca de vinte e cinco minutos, que me levava à porta do pequeno apartamento, no qual, se chegasse cedo, sabia que iria encontrar Bowles ainda sozinho, sem as habituais ou inesperadas visitas diárias. Foi assim que consegui conversar com ele sobre Malcolm Lowry, que ele não tinha lido, e sobre John Lurie, de quem tinha recebido recentemente uma cassete. Houve também, não me lembro bem como, uma ou outra manhã em que o acompanhei ao mercado e à estação de correios, mas aí fomos de automóvel. Lembro-me de ficar bastante desapontado, quando me disse que o seu famoso Mustang estava à espera de umas peças na garagem e de que teríamos de usar um Renault 4. Mesmo assim, quando viu a fotografia que lhe tirei através do pára-brisas, comentou que, com os óculos escuros, ficava parecido com Marlon Brando.

E em tudo isto havia as fotografias, que, afinal, eram apenas um pretexto. Hoje tenho alguma pena de não ter também fotografado a cores. A luz matinal que entrava através das portadas do meu quarto ou a máquina de escrever de Bowles, assim como o céu límpido do norte de África. Mas nessa altura eu ainda via o mundo a preto e cinzento, recheado de grão, que, de certa forma, era apropriado à humidade que pairava no ar e que parece ter-se visivelmente colado aos meus negativos.

Depois soubemos da invasão do Kuwait e das ameaças americanas ao Iraque. De repente havia uma outra voz nas tardes em redor da lareira, a Voz da América, emitida ali mesmo em frente das traseiras do prédio de Bowles. Da sua varanda via-se bem a bandeira americana, que, pouco tempo depois, foi retirada, conjuntamente com todos os cidadãos americanos evacuados dos países árabes. Bowles recusou-se a ir, estava em casa e tinha razão. Uns dias depois, houve uma manifestação no Pasteur de apoio a Hussein e, inédito em Marrocos, contra o rei, que tinha dado o seu apoio aos americanos. Os preocupados empregados do Café de Paris puxaram os estrangeiros para dentro e a turba passou sem deixar rasto. À noite parecia estar tudo novamente calmo.

Hoje, que vivemos nestes tempos de desconfiança perante o mundo árabe, penso muitas vezes em Paul Bowles e nos seus livros. Também estes descrevem muitas vezes essa desconfiança perante o estranho, um sentimento que é mútuo e que mais não é do que a nossa própria insegurança. Uma quase insignificância.

Next to nothing can be everything.

Escrito para a exposição Next to Nothing, Lisboa, 2007


I am happy to announce that I received the BES Photo Award, the "most prestigious award for photography in Portugal".  
My work Terezín (photography and video) was chosen from the final group show of the four artists nominated last year for their solo shows in 2006.

The final Jury was

Kate Bush (Barbican Center, London)
Pepe Font de Mora (Fotocolectania, Barcelona)
Michel Ricard (Photography Advisor to the French Ministry of Culture, Paris)
Manuel Castro Caldas (AR.CO School, Lisbon)
Tereza Siza (Portuguese Center for Photography, Porto)

You can download images and a talk with fellow artist Alexandre Estrela at

http://www.danielblaufuks.com/bes.pdf


Um pouco mais pequeno do que o Indiana

Play Doc, March 21st to 25th, 2007, Tui


ARCO 07, Madrid, Galeria Carlos Carvalho, Agencia de Arte Vera Cortes
catalogue BES (PDF 2.7 MB)

under strange skies

Jüdisches Museum, Berlin

Samstag, 27. Januar, 10 p.



Cover for Sérgio Godinho



Um Pouco Menor do que o Indiana / Um pouco mais pequeno do que o Indiana

International Film Festival Sao Paulo

ESPAÇO UNIBANCO SALA 1 26/10/2006 - 19:00

CINE BOMBRIL 2 28/10/2006 - 21:40

SALA UOL DE CINEMA 01/11/2006 - 14:00


Um pouco mais pequeno do que o Indiana

Festival International Cinema Mediterraneen Montpellier

Corum - Salle Antigone - Samedi 28 octobre 2006, 16 h 00

Médiathèque Fellini - Mercredi 1 novembre 2006, 10 h 00


Fotografía e Cinema con Daniel Blaufuks na Chocolataría, Santiago de Compostela

Continúan os obradoiros da Chocolataría, desta volta cos conceptos e nas técnicas fotográficas que Daniel Blaufuks leva tratando ao longo da súa traxectoria como artista, e que se achegan ao vídeo e ao cinema.

Formado en Lisboa, Nova York e Londres, Daniel Blaufuks ten unha longa traxectoria artística centrada na fotografía e no vídeo principalmente. Entre as súas numerosas exposiciós individuais en Portugal, España, Brasil ou Nova York,destacan A Perfect Day, no Museu do Chiado, Lisboa (2005), Tomorrow is a Long Place and a Perfect Day, Elga Wimmer PCC, Nova York (2004), ou The White Sands Project/ion Room, Project Room, ARCO, Madrid, 1998. Entre as súas exposicións colectivas máis recentes pódense resaltar Del Zero al 2005, na Fundación Marcelino Botin, Santander (2005), 20 + 1, no CGAC, Santiago de Compostela (2004), ou We Are The World, no Chelsea Art Museum, Nova York (2004). Daniel Blaufuks, fotógrafo, cineasta e profesor, inicia a súa traxectoria no fotoxornalismo -semanario O Independente-, fundou a Escola Maumaus, en Lisboa, e é profesor da Escola de Arte Contemporánea Ar.Co. e ETIC.


CINEMA MOTEL

September 7 - October 7, 2006

Opening reception: September 7, 6-8 pm

Elga Wimmer PCC 526 West 26 St. #310 New York, NY 10001


Já estão seleccionados os quatro candidatos da edição deste ano do Prémio Besphoto. Augusto Alves da Silva, Daniel Blaufuks, Susanne Themlitz e Vasco Araújo concorrem ao mais prestigiante prémio de fotografia português, promovido pelo Banco Espírito Santo (composto por 15 mil euros). Tendo sido seleccionados pela prestação em exposições realizadas em Portugal, no último ano, o júri de nomeação foi composto por Maria do Carmo Serén, Lúcia Marques, Filipa Valadares, Filipa Oliveira e Jurgen Bock. Augusto Alves da Silva foi nomeado pela exposição “27 Fotografias e Um Vídeo” (Casa das Mudas, Madeira), Daniel Blaufuks pela exibição “No Próximo Sábado” (Galeria Carlos Carvalho – Arte Contemporânea, Lisboa), Susanne Themlitz por “Extroversão” (Vera Cortês - Agência de Arte, Lisboa) e, finalmente, Vasco Araújo por “Densidade Relativa” e “O que eu fui” (CAMJAP e Galeria Filomena Soares, Lisboa, respectivamente).


Morre lentamente

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Morre lentamente...

Pablo Neruda


Art Taipei 2006


Surrounding Matta-Clark - curated by Paulo Reis, Galeria Carlos Carvalho, Lisboa


Um pouco mais pequeno que o Indiana (*****)

E eis senão quando surge um grandessíssimo favorito ao prémio da Competição Internacional. Um pouco mais pequeno que o Indiana, do fotógrafo Daniel Blaufuks, é um daqueles filmes singulares que só aparecem de vez em quando. Misto de road-movie com documentário aberto, em registo de radiografia do país que somos e que temos, Um pouco mais pequeno que o Indiana centra-se na viagem de Blaufuks, ao volante de um velho Mercedes, numa rota imaginária criada a partir de velhos postais. O realizador montou a camera como pendura e filma as estradas, ruas, pessoas, lugares, vivendas e paisagens que lhe aparecem pela frente, conversando com o espectador sobre o estado a que chegámos. A viagem tem por cenário o Portugal abrasador na ressaca do Euro2004, trinta anos depois da revolução, trinta anos em que podíamos ter evoluído assim e desenvolvemos assado, trinta anos em que se fez muito mas se perdeu muita oportunidade. O olhar de Blaufuks é verdadeiro e não cede um milímetro, é fatal, meticuloso, focalizado, sem perder o sentido de humor. O equilíbrio é difícil, mas a realidade ri-se de si mesma. Pelo meio há reflexões sobre a difícil portugalidade, sobre a falta de trabalho sobre a memória colectiva, sobre o passado recente e o menos recente, há imagens de arquivo de estrangeiros a dizer que o Estoril é "muito lindo", há um postal de uma criança a desejar feliz aniversário a Salazar, há os Dead Combo a sublinhar todos os quilómetros com o assumido western vadio. O trabalho estético de Blaufuks é intocável, e os pontos de contacto com a sua carreira de fotógrafo são evidentes. Os planos são de esteta, sejam de uma vivenda absurda ou de uma porta de hotel. Blaufuks fala mesmo de cores, de como o céu antigamente era azul e agora é branco, mas nunca num sentido de saudosismo. Antes passa a ideia de como poderíamos ser outros, de como podíamos ter sido outros, de como o país que temos é o país que somos. De início há imagens de Lisboa a meio do século XX, irreconhecível, por fim há uma bandeira queimada pelo sol que se prende a si mesma no mastro, como que a furtar a cumprir-se. Um pouco mais pequeno que o Indiana não é documentário, não é ficção, não é jornalismo, não é manifesto. É um algo indescritível, um misto de visão e assumpção, um misto de crítica com análise, um misto de tristeza e esperança. Que é o que somos.

Animatógrafo


UM POUCO MAIS PEQUENO DO QUE O INDIANA

Indie Lisboa 2006

25 de Abril, 21.30, Forum Lisboa

27 de Abril, 21.00, Cinema Londres


Isto é o meu país - Entrevista com Vasco Câmara


Perdidos de Jorge Mourinha


A recompensa

Em Novembro de 2003 fui assistir à projecção do documentário Under Strange Skies, de Daniel Blaufuks, num centro cultural alemão, aqui em Nova Iorque. Sob um ângulo muito pessoal, o Daniel relata a experiência dos judeus que chegaram a Portugal durante a segunda grande guerra. O documentário tem um tratamento de imagem muito cuidado e desvenda uma história que é uma miríade de histórias pouco conhecidas entre os portugueses. Ainda assim, o momento mais memorável da noite aconteceu já depois da projecção. Discutia-se o filme. Alguém perguntou: "por que motivo não recorreu a testemunhos de pessoas ainda entre nós que viveram aquela experiência? Será que evitar o testemunho foi uma forma de preservar a juventude dos intervenientes na história?" Com outras perguntas ainda a ecoar, uma senhora levantou-se depois, pediu a palavra e começou um relato, num inglês fluente mas com um ligeiro sotaque. Falou com o tom pausado dos contadores de histórias seguros. Fomos então percebendo que, ainda criança, fugira de França para a Península Ibérica, embarcando depois para Nova Iorque. Era como se uma personagem tivesse saltado da tela para a sala, como naquele filme. A senhora não se cansou de elogiar o documentário, pela forma rigorosa como evocava experiências com 60 anos mas que estavam bem presentes na sua memória. Terminou a agradecer ao Daniel. Daqui a 20 anos não haverá ninguém no mundo capaz de proferir proferir tais palavras de gratidão e aquele comentário, longo, terno e tenso foi um remate tão perfeito que parecia coisa combinada. Não consigo imaginar melhor recompensa.

A Memória Inventada


Momentos e entretantos de Nuno Crespo


Uma conversa com Sergio Mah


A Conversation with Sergio Mah


Breve historia de um contador de historias de David Barro


Brief History of a Storyteller by David Barro


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Museu do Chiado


A Perfect Day - Museo Nacional Reina Sofia, Madrid - 4,11,18 de Septiembre, 2005 - 13.00 a 14.30 h


Sob Ceus Estranhos - RTP 2 - 15 de Julho - 21 horas


Escrita na Paisagem 2005

Objectos para ver fotografias (A Perfect Day)

Arraiolos - 2 a 9 de Julho - Praça da República

Monsaraz - 12 a 24 de Julho - Jardim da Casa da Universidade

Évora - 2 a 8 de Agosto - Jardim do Templo

Amiera do Tejo (Nisa) - 9 a 16 de Agosto

Belver (Gavião) - 18 a 25 de Agosto

Odemira - 1 a 7 de Setembro - Largo Sousa Prado (Jardim dos Patos)

Castro da Cola (Ourique) - 8 a 15 de Setembro

Viana do Alentejo - 17 a 24 de Setembro - Praça da República


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Geração Esquecida, Erich Kahn, Até 2 de Outubro

(Fotografias e Video de Daniel Blaufuks na Coleccao Berardo)


O Sintra Museu de Arte Moderna apresenta a obra de Erich Kahn, artista judeu perseguido pelos nazis - e, numa abordagem didáctica, também o contexto histórico e cultural da época. Recentemente comprado pela Colecção Berardo, o espólio agora apresentado de obras de Kahn compreende pintura, gravura, desenho e blocos de apontamentos.
Kahn nasceu e viveu na Alemanha. Perseguido pelos nazis, esteve no campo de concentração de Welzheim e mais tarde refugiou-se em Londres, cidade onde acabou por morrer.
A mostra apresenta o contexto histórico e cultural da época através da exibição de fotografias e filmes ("Sob Ceus Estranhos", de Daniel Blaufuks, e "A Palavra às Testemunhas", de Esther Mucznik). Esta vertente didáctica divide-se em três temas complementares: a contextualização histórica da vivência da comunidade judaica; a "Arte Degenerada", uma exposição organizada pelo regime nazi em Munique em 1937; e uma abordagem contemporânea: uma série de fotografias de Daniel Blaufuks referentes à emigração judaica em Portugal.


under strange skies in toronto


Screening Date: Thursday, May 12th, 2005
Screening Time: 6:00 pm
Location: JCC, Toronto

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Para lá da linha de horizonte de Ana Ruivo


SHORT STORY

Luisa Homem, Portugal/2004/Betacam/colour/15 min/intertitres en english

This film was based on various exhibitions by Portuguese photographer Daniel Blaufuks (b. 1963), and in particular his Collected Short Stories at Lisbon's Calouste Gulbenkian Foundation in 2003. Two concepts embodied in the exhibition-the theme of the voyage and the form of the diptych-are transformed in the film into narratives, with urban residents and settings as protagonists. These diptychs stimulate the imagination and encourage the viewer to recreate the situations that are suggested fictionally.

Biofilmo
De nationalité portugaise, Luisa Homem est née en 1978. Elle a complété des études en communications et en cinéma à Lisbonne et à Paris. Elle a été opératrice de caméra pour diverses productions. Avec Short Story, elle réalise son premier film.

23' Festival International du Film Sur l'Art, Montreal, March 16 at 19h00


Ref.: L+Artes: Como as bolsas mudam a vida dos artistas

Exmos. Snrs.,


Li o vosso artigo "Como as bolsas mudam a vida dos artistas" e fiquei surpreendido com a falta de rigor de algumas informações lá contidas, o que já tem sido habitual em anteriores números.


Mais surprendido fiquei com a utilização de uma imagem minha sem autorização num artigo em que não falaram comigo e em que incluem o meu nome debaixo de um titulo abusivo. A bolsa não mudou a minha vida, por muito interessante que possa ter sido.


Esta é a segunda vez que publicam uma imagem minha sem autorização. A primeira foi num artigo sobre uma colecção privada que possui uma fotografia minha, mas não o direito de a reproduzir. O direito de reprodução é um dos direitos de autor, que não é vendido por atacado com a obra em si.


O facto de nem sequer terem tentado (o meu mail consta da minha pagina na net, que voces mencionam) obter autorização para reprodução das obras é por si só uma enorme falta de respeito perante os artistas. Presumo que o mesmo se passe com as outras obras utilizadas. De uma revista dedicada à arte espera-se exactamente o contrário.

Agradeco a publicação desta carta no próximo número, aguardando entretanto a regularização dos direitos de autor devidos pelas imagens já utilizadas.

Com os melhores cumprimentos
Daniel Blaufuks


Collected Short Stories is now sold out.


...because Under Strange Skies”, From Language to Language” and “Poumy” each have important lessons to offer about history, language, individual courage and, in the case of “Skies,” filmmaking.

Under Strange Skies by Daniel Blaufuks, may well be the best film in the entire festival. Constructed entirely from old photos, newsreel footage, home movies, government documents and newspaper clippings, the film is a sober, intelligent recounting of the situation of Jewish refugees from the Nazis who found themselves in the unlikely refuge of Lisbon at a time when Portugal was ruled by the pro-fascist dictator Salazar. The soundtrack alternates between the first-person reminiscences of an unnamed narrator whose family were among the 50 Jews who stayed on in Lisbon after the war and excerpts from the memoirs and novels of the prominent German Jews who passed through, including Alfred Doeblin, Heinrich and Erika Mann. Blaufuks layers his visual and aural artifacts with a dense patina of age, creating a perfect metaphor of the daily accretion of experience that eventually becomes history

Regrettably, almost all Hollywood films on the Shoah fail to find a similar metaphor.

George Robinson - Special To The Jewish Week


"My homeland is where my legs are standing," director Daniel Blaufuks quotes his grandfather as saying in Under Strange Skies, a film essay about Jewish emigration to Lisbon during World War II, when the city served as a waiting room for those fleeing Hitler's march across Europe. Blaufuks's grandparents, German Jews, arrived in 1936; later, as many as 200,000 other refugees passed through, killing time while awaiting visas and passages to the New World. (Only a handful, including the director's family, stayed on after the war.) This compelling documentary weaves together home movies, archival footage, and quotes from refugees' writings to portray the overheated and anxious milieu of a city at the edge of a vast conflagration. It also conjures the uncanny sense of exile that lingered long after the conflict had ended.

Leslie Camhi, Village Voice, New York


under strange skies in new york


Screening Date: Tuesday, January 25, 2005
Screening Time: 3:30pm
Location: Walter Reade Theatre, Lincoln Center.


Screening Date: Wednesday, January 26, 2005
Screening Time: 3:30pm
Location: Walter Reade Theatre, Lincoln Center.


Screening Date: Thursday, January 27, 2005
Screening Time: 8:00pm
Location: Makor/ Steinhardt Center


A Perfect Day by Yehuda Safran


Collected Short Stories by Paulo Reis


under strange skies

Political Asylum / Immigration Representation Project

PAIR Benefit Film Showing

Wednesday, 10. November, 8 p.m.

The West Newton Theater, 1296 Washington Street, Newton

Suggested donation for the tickets are $ 35 each

call the PAIR office at 617-742-9296

PAIR is a model for leveraging relatively modest grants into millions of dollars of pro bono legal services to asylum seekers.

More than 700 pro bono attorneys have represented over 1,000 PAIR clients over the past 14 years.


under strange skies

Tel-Aviv Cinematheque

Tuesday, 2. November, 4 p.m.


Tomorrow is a Long Place

Lurixs: Arte Contemporanea, Rio de Janeiro

23 de Setembro - 23 de Outubro, 2004


Sobre o Infinito

Centro Cultural de Sines

4 de Setembro - 24 de Outubro, 2004


We Are The World

Chelsea Art Museum, New York City

June 25 – July 31, 2004


Opening Reception: Friday, June 25, 6 – 8 pm

 Artists: Mladen Bizumic, Yugoslavia/New Zealand, Daniel Blaufuks, Portugal/Germany, Jonathan Calm, USA,
Timur Celikdag, Turkey/Germany, Oksun Kim, Korea, Olga Kisseleva, Russia/France, Fiorenza Menini, France/Italy,
Lee Mingwei, Taiwan/USA, Ingrid Mwangi, Kenya/Germany, Jun Nguyen - Hatsushiba, Japan/Vietnam, Patricia Piccinini, Australia,
Mika Rottenberg, Israel/USA, Alessandra Sanguinetti, Argentina/USA,
Jemima Stehli, Australia/Great Britain, Jun Yang, China/Austria, Kimiko Yoshida, Japan/France

  Curated by Elga Wimmer, Austria/USA


Collected Short Stories por Abel H. Pozuelo (El Mundo Cultural)


Filmmuseum Potsdam

under strange skies


R: Daniel Blaufuks, Portugal 2002, OmÜb, 57'
Dienstag 22. Juni, 20.00 Uhr


In Anwesenheit des Regisseurs Daniel Blaufuks. Lissabon im Zweiten Weltkrieg galt als der "Wartesaal Europas". Wie in Casablanca, so warteten auch hier die Flüchtlinge auf die Möglichkeit einer Einschiffung nach Amerika, um Hitler zu entkommen. In elegischen Bildern erzählt der Dokumentarfilm die Geschichte einer jüdischen Familie aus Deutschland, die zu den wenigen Flüchtlingen zählt, die sich in Portugal niederlassen konnten. Auch Künstler und Geistesgrößen jener Zeit wie Heinrich Mann und Alfred Döblin werden zitiert, die in Lissabon saßen und auf die Weiterfahrt warteten.


under strange skies

PhotoEspaña

17. Junio, 22.30

Patio del Centro Cultural Conde Duque, Madrid


10. Jewish Film Festival Berlin:

under strange skies

Daniel Blaufuks Portugal 2002
Geschichte einer jüdischen Familie, die sich während des 2. Weltkriegs in Lissabon niederließ

Mi 16.6., 19.00 Arsenal Kino


SHAKE THE LIMITS BUCHAREST

CIAC & Muzeul National de Arta Contemporana, Bucharest

5.06.-25.07.

re-location


Collected Short Stories

PhotoEspana

2.06. - 18.07.

Estación de Atocha

6 am - 24 pm

Madrid

Daniel Blaufuks uses photography as a means to simultaneously capture and restructure pr\erceived reality.

Using several photographic genres and categories, he combines images with symbolic meanings

with others that are fictional. Collected Short Stories offers groups of images in pairs converted into a

narration, in which the combination of colours, lights, figures and voids contribute expressive tension.

His dipthychs show characters and urban settings that refer to routine encounters, to literary and film narrations,

all captured in fleeting instants that force the viewer to imagine the fiction accompanying them.

The exhibition's venue emphasises the proximity between public and private, very charateristic of these phothographs,

as well as the idea of travel, which has always been present in Blaufuks's career.


books



Collected Short Stories is also available at St. Marks Bookshop, New York


Um "Combo" para Ver por Margarida Medeiros (in Publico, Mil-Folhas, 8.Maio 2004)


absolux, images for the launching of absolut vanilla at lux, lisbon


the library of fernando pessoa


C O M B O

Centro Cultural de Lagos

27 de Março a 16 de Maio de 2004

texto de Diogo Lopes

catálogo (PDF 220 KB)


Daniel Blaufuks' Collected Short Stories are very cool.

jmcolberg


26th street, all avenues that go up from east to west, new york city, 2004

42nd street, all avenues that go up from west to east, new york city, 2004

possible crime scenes, new york city, 2003

night shots, 2003

a very short trip to tromso, norway, 2004


TOMORROW IS A LONG PLACE AND A PERFECT DAY

Private Opening Reception:
Thursday, January 29th, 6 - 8 PM

January 29 - March 5th, 2004
Tuesday - Saturday, noon - 6 PM

Elga Wimmer PCC
526 West 26, #310, New York, NY 10001
http://www.elgawimmer.com
Tel 212 206 0006, Fax 212 459 4352


Daniel Blaufuks’ photography provides us with images taken from every day life–individual moments which he has captured on digital file. In doing so, he bestows upon these perhaps seemingly trivial moments, an added significance, which is the potential to trigger a response within the viewer. Rather than assigning an explicit meaning to his images, he allows us to discover our own, thus rendering the possibilities for interpretation both infinite and ambiguous. The viewer becomes an active participant, filling in the spaces or questions evoked by Blaufuks’ images with their own memories and reactions. We must continue to construct the stories which Blaufuks initiates with his photographs.

Blaufuks’ work consistently addresses the themes of literature, memory and nostalgia. His film sequences, A Perfect Day, displays a series of postcards from the 1950's set to a background of a manipulated loop from the music of Lou Reed. These images from a bygone era portray people and places which have undoubtedly changed and deteriorated with time. The postcards, however, have been preserved and continue to tell a story and to trigger a pertinent response even in the present. On the wall they are presented together with a series of texts for postcards by the French writer George Perec.

Blaufuks' preoccupation with storytelling is a driving force behind his work as is his engagement with the themes of travel and exile. The photographs for his book, Collected Short Stories, were shot over a period of two years during his travels in nine different countries. It is not only through photography that Blaufuks explores these themes. His recent film, Under Strange Skies, is a documentary that is both a personal and historical account of Jewish refugees in Lisbon during the Second World War. The film has been screened at different venues and festivals, like Hot Docs, Toronto, LisboaDocs, Lisbon and the Jewish Film Festival in Boston.

Daniel Blaufuks lives and works in Lisbon, Portugal, and New York. The artist participated in the studio program at the ISCP, NYC in 2001 and 2002, and was selected as an artist in residence at Location One, NYC in 2003. The same year, also in New York City, his film, “Under Strange Skies”, was introduced at the Goethe Institute and his book “Collected Short Stories” launched at “Printed Matter”.


estoril-sol (about to vanish)


Strangers in a Strange Land

Documentary Under Strange Skies sheds light on the lives of Jewish wartime refugees

By Jon Handelman, Culture Writer

Exile is not only a physical state but a state of the heart. So explains Daniel Blaufuks in his documentary Under Strange Skies, a film that examines what it means to be in exhile.

In traditional storyteller fashion, Blaufuks details the life of his grandparents – two German-born Jews who fled their homeland before the onset of World War II.

The film follows the flight of Blaufuks’ grandparents, from their home in Hamburg to Lisbon a city in one of the only countries that had not already closed its borders to immigrants.

Blaufuks paints a detailed picture of Lisbon during the war years. Here, Lisbon is portrayed as a city with endless possibilities, a beautiful, literally bright white city, where boulevards are lined with palm trees. Yet among these palm-lined boulevards were hoards of refugees who had fled Nazi territory in search of a better life.

It is said that over 200,000 refugees passed through Lisbon during WWII, all trying to escape the Nazi regime. Most sought a life elsewhere, such as America, but some made Lisbon their home, as was the case with Blaufuks’ grandparents.

As outsiders in a foreign land, Blaufuks’ grandparents tried to establish a life in Lisbon.

During the war years, this life was often precarious, a constant fear of deportation constantly lingering.

This sense of displacement didn’t end with the end of the war. Although they created a “good life” for their children and eventually grandchildren in Lisbon, Blaufuks’ grandparents always felt as if they were still in exile – refugees unable to return home.

Blaufuks does an extraordinary job of telling the story of his grandparent’s utter determination to create a meaningful life in a time of utter inhumanity. As Blaufuks stated in the Q&A session following the film screening, he wanted to give the audience the feeling of being on a couch with their grandmother/grandfather flipping through pictures and telling stories.

Blaufuks achieves this difficult feat. The entire documentary is interspersed with live action 8-mm film clips from home movies and Portuguese propaganda reels. These film clips help to move along a documentary that is predominantly made up of still frames and photographs. Photographs overlaid with voice-overs actually create the effect of being on grandma’s couch.

Family photos and photos of Lisbon were often left to linger on the screen without any comment, allowing the audience time to process what was being shown. It is interesting to note that there was no music throughout the documentary, as well as no interviews. Blaufuks wanted people to feel the silence when confronted with the various images. He did not want music to force a reaction.

In regards to not having interviews, in the question and answer session Blaufuks stated that he didn’t want people to see the age of the “characters” of the documentary. He wanted them to remain timeless in photographs.

Blaufuks not only creates a clear landscape of the situation under which his grandparents had to live, but creates a broader landscape of the life of exiles. He describes the condition of exile as almost everlasting, a situation where one is always away from home, away from one’s mother tongue, away from childhood memories. This state transcends time and place, and remains in the heart of the exiled forever.

During the credits, Blaufuks highlights the fact that there are 35 million exiles or refugees in the world today. In tackling the story of two of these refugees, Blaufuks brings to light a broader global issue that needs to be addressed.


Book Launch for

Collected Short Stories

by Daniel Blaufuks

at Printed Matter, Inc.

 

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Saturday, December 20, 2003 5 - 7 pm

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Printed Matter Inc. is very pleased to announce a book launch for a new artists' book by Daniel Blaufuks, Collected Short Stories, to take place at Printed Matter on Saturday, December 20, 2003 from 5 to 7 PM. Printed Matter is located at 535 West 22nd Street, between 10th and 11th Avenues.

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Published on the occasion of Daniel Blaufuks' exhibition of photographs at the Fundação Calouste Gulbenkian in his native Lisbon, Portugal, Collected Short Stories gathers thirty-one visual tales told in what Sergio Mah, in his introduction to the book, calls "snap-shot prose." Convincingly designed to look like a Penguin Twentieth Century Classic, Blaufuks' short stories are anything but Classically told. Composed of only a title and two photographs each, they are at once spare and somehow full of narrative possibility. Blaufuks' suggestive image pairings often play intimate human moments off of anonymous urban views, setting the stage for a plot that the viewer must ultimately provide. The potency of the reading experience is as much a testament to Blaufuks' skills as photographer and editor as it is to the human interest in narrative.

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Blaufuks' preoccupation with storytelling is a driving force behind his work as is his engagement with the themes of travel and exile. The photographs for Collected Short Stories were shot over a period of two years during his travels in nine different countries. It is not only through photography that Blaufuks explores these themes. His recent film, Under Strange Skies, is a documentary that is both a personal and historical account of Jewish refugees in Lisbon during the Second World War.

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In 1989, Daniel Blaufuks won the national Kodak Award. In 1996, he was among the final eight chosen for the European Photography Award. He has collaborated with the writer Paul Bowles on a project, My Tangier, that explores the relationship between photography and literature, and his recent film Under Strange Skies, was selected for the Hot Docs festival in Toronto. He has shown his work widely in Europe with recent solo exhibitions at Calouste Gulbenkian Foundation, Lisbon, Portugal; Palazzo delle Papesse, Siena, Italy; LisboaPhoto, and Centro Cultural de Belém, Lisbon, Portugal.

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Collected Short Stories was published by the Power Group, Fundação Calouste Gulbenkian , Lisbon, Portugal, ISBN: 972-635-146-4 and is priced at $10.

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Collected Short Stories and over 15,000 other artists' books are available from Printed Matter's website: www.printedmatter.org

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flesh for fantasy

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curated by the Palazzo delle Papesse Centro Arte Contemporanea

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december 12, 2003 - january 31, 2004

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cantieri culturali ex macelli

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celle frigorifere

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piazza dei macelli, 4

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prato
a perfect day (in coimbra)
Again, it was good to see you, and the film, last night.  I took note, this time around, of the simple sentence at the end: that there are 35 million refugees in the world now.  I assume that's the official number from the UN High Commission.  I would guess there are more; and many others who are uneasy where they are.
Great film last night. Really enjoyed it. One thing which for me came up, unexpected, was how there was similarity in your stitching together family experience with historical events to some of the writing of WG Sebald. Bringing general history to your specific story and vice versa. Where you seem to try to keep yourself at a respectable distance between the 'historical truth' and what you create via your documentation, Sebald dives right in to the point where it becomes hard to tell if what you are reading is fiction or history... -- very fuzzy -- much like the pictures.

Arquitectura investigada 

Ontem fui surpreso por um programa na rtp2 sobre arquitectura. Um outro olhar, com diversos ângulos e tempos. Um silêncio auto explicativo, revelador naquilo que a arquitectura produzida por Portugueses tem de frágil e positivo, ecoante de outros pontos, cerzindo memórias livrescas e ideais rizomáticos entre a indústria mistificada e os difíceis recursos desta inteligentsia construtora.

Realização de Daniel Blaufuks. Uma óptima surpresa.

desejocasar.blogspot.com


under strange skies

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at

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location one

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26 greene st.

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new york city

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Subway: Canal Street N, R, Q, W, 6, A, C, E, 1, 9

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december, 3rd, 8 p.m.

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under strange skies

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at the

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rencontres internationales du documentaire de montreal

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Saturday, Nov 22 - 15h00 Cinémathèque québécoise - Salle Claude-Jutra, 335, de Maisonneuve Est

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Sunday, Nov 23 - 15h00 Cinémathèque québécoise - Salle Fernand-Seguin, 335, de Maisonneuve Est

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Ticket Office: 514-842-9768 / 9763

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"haunting, elegiac" - The Jewish Advocate
...Employing some of these traces, as well as old newsreels, home movies, excerpts from refugee memoirs and writings, family accounts, and archival materials from Europe and the Americas, Blaufuks provides us with a rich visual and spoken documentary mosaic of a significant moment in 20th-century Jewish history. The result - his beautiful gentle film - is testament to an important yet often overlooked truth...

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(Leo Spitzer, Professor of History, Dartmouth College)
under strange skies

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at the

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Jewish Film Festival Boston

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show times:

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7:00 pm Tuesday, November 11, Coolidge Corner Theatre Screening Room (sold out)

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8:30 pm Tuesday, November 11, Coolidge Corner Theatre Screening Room (extra screening*)

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8:00 pm Wednesday, November 12, Coolidge Corner Theatre Screening Room (sold out)

 

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*The good news is that both your screenings in the Coolidge Corner

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Screening Room (November 11, 7PM and November 12, 8PM) have sold out, so we

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added another screening (November 11, 8:30PM).  It is nearly sold out.  If

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you have people who want to purchase tickets for that, could you email me,

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or have them call Amanda Johnston at the Festival Office (617-244-9899).  I

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am copying her on this email. Amanda is our Associate Director, and

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responsible for Festival ticket sales and logistics, among other things.

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The theme of remembrance lies at the heart of Daniel Blaufuks's collage Under Strange Skies

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(2002; November 11 at 7 p.m. and November 12 at 8 p.m. in the Coolidge Corner screening room).

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Ostensibly a documentary about his German Jewish family's flight from Nazi Germany to Lisbon

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(which was called "Europe's waiting room" because it served as a transit port for thousands of Jews seeking refuge in other countries),

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it delves into the mysteries of memory and the fleeting illusion of home.

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The filmmaker's narration interweaves with the recollections of his grandfather and of such famed Lisbon refugees

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as Heinrich Mann and Alfred Döblin, highlighting a montage of old photos, home movies, and archival footage of delicate beauty.

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by Peter Keough - The Boston Phoenix

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under strange skies

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at the

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rencontres internationales du documentaire de montreal

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Saturday, Nov 22 - 15h00 Cinémathèque québécoise - Salle Claude-Jutra, 335, de Maisonneuve Est

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Sunday, Nov 23 - 15h00 Cinémathèque québécoise - Salle Fernand-Seguin, 335, de Maisonneuve Est

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Ticket Office: 514-842-9768 / 9763

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# posted by koni @ 14:17

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L'homme qui voulait vivre sa vie 

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daniel blaufuks short stories: superbes photos. Je voulais être photographe je crois quand j'étais jeune ...

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Tuesday, October 07, 2003

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 Descobri na net o novo trabalho de Daniel Blaufuks. É simplesmente fabuloso!

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Uma serie de fotografias retratando vários locais, uns mais banais que outros, uns mais identificáveis que outros, uns mais urbanos outros menos.

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As fotografias são numa côr pálida, datada, mas simultaneamente atractiva por ser vintage, anos 60/70. Parecem ser fotografias de fotografias.

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Em cima de cada uma está uma frase curta e telegráfica, daquelas que se escrevem nos postais, a dizer banalidades das que se dizem quando se escreve para alguém a meio de uma viagem.

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Quando vi esta série, lembrei-me imediatamente dos Boring Postcards de Martin Parr. Só que aqui, os postais estão completos, imagem em baixo, texto em cima, mesmo sem que, aparentemente, haja qualquer correspondência entre as frases e as imagens sobre as quais estão inscritas (o que torna tudo ainda melhor).

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Só um exemplo:

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Here we are in St-Trop!

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Heavenly weather.

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There´s a hole gang of us. Perfect!

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Love.

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É muito bom! Não é?

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Domingo, Outubro 26, 2003

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Tentar narrar um evento histórico através da história pessoal de familiares e' necessariamente uma aproximação cheia de perigos. Tenta-se explicar o todo a partir da parte, fazem-se generalizações e insinuam-se conclusões a partir de um número restrito de factos. No entanto, com os devidos cuidados, tal aproximação tem o potencial de dar uma incomparável dimensão humana aos indivíduos envolvidos. A história ao humanizar-se, ganha cor e alma, ganha a paixão e o desespero daqueles que a fizeram. Um bom exemplo e' o documentário "Sob céus estranhos" de Daniel Blaufuks. Este documentário conta a história de milhares de judeus que durante a segunda guerra mundial usaram Lisboa como porto de saída da Europa. O esqueleto narrativo do documentário baseia-se na história da família do realizador, que iniciou o mesmo exílio mas que acabou por se instalar em Lisboa. Fala-se com paixão das memórias colectivas de uma família, mostram-se fotografias e vídeos, narram-se pequenos eventos, e no entanto consciente da miopia conceptual deste projecto o realizador consegue com uma enorme sensibilidade intercalar este material com outros registos históricos. Transformando-o num verdadeiro registo de uma época, capaz de dar um visão de conjunto sem no entanto perder a empatia emocional criada quando a história possui nomes e faces.

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# posted by Attila

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under strange skies

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at the

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Jewish Film Festival Boston

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show times:

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7:00 pm Tuesday, November 11, Coolidge Corner Theatre Screening Room (sold out)

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8:00 pm Wednesday, November 12, Coolidge Corner Theatre Screening Room

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Your film was extraordinarily evocative for  me.  I thought about it for

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days and the picture of the "Nyassa" was amazing.

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I was very moved last night seeing your movie.

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I want to thank you for making it .

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under strange skies

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goethe institut, new york

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1014 fifth ave.

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across the street from the metropolitan museum

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october 23rd, 6.30 pm

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interview with anne barlow, curator at the new museum for new media

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daniel blaufuks and yoko ono at www.lab71.org

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book cover
Les Rencontres photographiques en Sud-Gironde 2003 proposent, tout au long d'un circuit reliant 8 sites patrimoniaux, 10 expositions autour du thème "Histoires". Ce thème désigne ces petites ou grandes histoires qu'aujourd'hui des photographes nous racontent au travers de leurs images, pour nous emmener loin du réalisme documentaire, dans leurs voyages, "leur" pays, leurs fictions, leur poésie. Seront présentés : Daniel Blaufuks, Debbie Fleming Caffery, Juan Manuel Castro Prieto, Dolorès Marat, Magali Nougarède, Florence Joubert, Anne Rearick, Gérard Rondeau, PaoloVerzone et Alessandro Albert.
fountain luncheonette in greenpoint, brooklyn


Collected Short Stories at Printed Matter, New York

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Category: Book

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Lisbon, Portugal: Power Books. 2003

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Synopsis: Designed to look like a Penguin Twentieth-Century Classics edition, this book of "Collected Short Stories" is in fact a collection of thirty-one color photographs taken in nine different countries between 2000 and 2002. Also a filmmaker and writer, Blaufuks' interest in narrative possibility is apparent in this series of fragmentary diptychs that often couple a human presence with an urban landscape and bear titles such as An Unfinished Story and Dream of a Strange Land. In the introduction Sergio Mah writes, "I dare to recognize a Proustian feeling in most of the works, not only in the way they express an enormous desire of experience, but also in the way they stimulate the involuntary scope of memory."

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Pages: [86] p.

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Dimensions (Height x Width x Depth): 20 x 12.5 cm.

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Cover: Paperback

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Binding: glue bound

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Process: offset-printed

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Color: black-and-white

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Edition 2500

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Signed: Unsigned and Unnumbered

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ISBN: 9726351464

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Price Info: $10.00 [-10% discount to Printed Matter members at the Friends level]

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Under Strange Skies will be showing in New York at the Goethe Institut, Oct. 23rd, 2003, 6.30 p.m.

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a Perfect Day (in Siena), installation view

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airplanes (contact sheet)

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From New York Times FRIDAY, JUNE 20, 2003

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Art Listings

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selective listing by critics of The Times of new or noteworthy art, design

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and photography exhibitions at New York museums and art galleries this weekend.

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"ARTISTS IN RESIDENCE," Location One, 26 Greene Street, (212) 334-3347

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(through June 28). Location One is host to artists from overseas who want to

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explore new electronic media. Works by the latest guests include Isabelle

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Jenniches's absorbing video of people reading on the subway; Dominik

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Lejman's video of a swarming, seemingly imploding crowd of people; Jiun-Tin

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Lin's electronic play with the illusion and reality of butterflies; Javier

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Viver's prototypes for portable dwellings based on industrial packaging

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systems; and Daniel Blaufuks's 243 postcards, alternating with brief

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messages to unidentified recipients (Johnson).

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Siena, Il Palazzo delle Libertà - 20/06 a 14/9/2003

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Il Palazzo delle Papesse con la mostra collettiva intitolata il Palazzo delle Libertà intende estendere il principio già adottato per la propria project room &endash; il Caveau &endash; a tutto l'edificio. Tutti gli spazi del centro d'arte senese verranno affidati a una ricca selezione di artisti italiani e stranieri per la produzione di sole opere nuove. A tutti gli artisti selezionati è stato richiesto di elaborare un progetto specifico per l'ambiente loro assegnato, concentrandosi sulle caratteristiche architettoniche e morfologiche degli spazi o legando il proprio operato alla storia dell'edificio, a quella della città e del territorio. Una commissione pubblica su vasta scala volta a mostrare i più recenti sviluppi dell'arte contemporanea in relazione al contesto specifico del Palazzo delle Papesse. Fotografia, pittura, video, scultura e architettura destrutturata divengono mezzi tutti parimenti leciti per offrire un'interpretazione indipendente dello spazio. Un anelito alla libertà. Quella dell'artista nei confronti della "dittatura dello spettatore".

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Gli artisti coinvolti nel progetto sono: chema alvargonzalez, daniel blaufuks, anna boggon, james casebere, vittorio corsini, sandra cinto, arthur duff, giovanni lindo ferretti, alex hartley, jonathan jones, adalberto mecarelli, sabrina mezzaqui, janet mullorney, aldo nove, luca pancrazzi, robert pettena, lorenzo pizzanelli, eraldo bernocchi/harold budd/petulia mattioli, letizia renzini, felix schramm, max streicher, mark themann, rafael vargas-suarez universal, suzann victor, italo zuffi. Due i cataloghi, pubblicati entrambi da Gli Ori. Il primo, disponibile dal 20 Giugno, conterrà i progetti degli artisti, il secondo uscirà in seguito ad illustrare l'allestimento nella sua completezza.


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Lisboa Photo,

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Arquivo e Simulação, Archive and Simulation,

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Centro Cultural de Belém, Lisboa

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until August 17th

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w/

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Sophie Calle, Beat Streuli, Kim Sooja, Philip-Lorca diCorcia, Francis Alys, Frank Thiel, Pierre Huyghe,

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João Tabarra, Augusto Alves da Silva, Anika v. Hauswswolff, Daniel Blaufuks, Gregory Crewdson, Alexandre Estrela,

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Thomas Demand, Thierry Kuntzel

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Les Rencontres photographiques en Sud-Gironde 2003 proposent, tout au long d'un circuit reliant 8 sites patrimoniaux, 10 expositions autour du thème "Histoires". Ce thème désigne ces petites ou grandes histoires qu'aujourd'hui des photographes nous racontent au travers de leurs images, pour nous emmener loin du réalisme documentaire, dans leurs voyages, "leur" pays, leurs fictions, leur poésie. Seront présentés : Daniel Blaufuks, Debbie Fleming Caffery, Juan Manuel Castro Prieto, Dolorès Marat, Magali Nougarède, Florence Joubert, Anne Rearick, Gérard Rondeau, Paolo Verzone et Alessandro Albert ainsi qu'une exposition sur "La photographie dans les livres pour enfants".

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Y viendo los retratos unidos pensé en las fotos de Daniel Blaufuks, y me puse manos a la obra. Hasta ahora nunca junté imágenes por parejas y, lo cierto, es que el resultado no me desagrada.
He likes to call his stories snapshots of critical moments in the lives of their characters - like Daniel Blaufuks' murky, spare, evocative cover images. They allow Kureishi to exercise a darker, more concentrated imagination than he evidences in either of his marvellous full-length novels.

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Love in a Blue Time

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Hanif Kureishi

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Faber & Faber pbk, 212 pgs, £8.99

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Review by Gerald Houghton (1997)

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PAISAGENS INVERTIDAS*

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DocLisboa, Culturgest, Lisboa

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Sexta-Feira, 6 de Junho, 17.30

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filme realizado para a Ordem dos Arquitectos,

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apresentado no XXI Congresso Mundial de Arquitectura UIA, Berlim, 2002

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Produção: Laranja Azul

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* antecedido por "Obsessões a vulso" de Luísa Homem, 20'

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A Perfect Day, installation view


Collected Short Stories

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 Enviado a 20.05.2003 por talamo - aprovado por NiceGuyEddie · 66 leituras

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Rondando os livros de fotografias numa das FNACs encontrei um livro interessante - 'Collected Short Stories' de Daniel Blaufuks. O livro é de fotografias, o título remete-nos para pequenos contos. É desta contradição que nasce o interesse no livro...

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Não se trata de uma antologia de contos, mas sim de um conjunto de fotografias que te levarão a contos. Confuso? Em cada duas páginas estão duas fotografias com um título, cabe a quem "lê" as fotografias imaginar o seu conto. Cada um tem a sua maneira de construir uma realidade, e este livro dá-nos a possibilidade de o fazer!

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Há títulos como "The End of Something", "A Sense of Reality", "An Unfinished Story", "In Another Country" e "Dream of a Strange Land". Não comprei o livro! Mesmo sendo uma edição de bolso, a carteira estava magra. Reparei que havia em letras pequeninas a referência à página do livro onde estão disponíveis todas as fotos e títulos. Agora cabe-nos imaginar uma nova realidade, um novo mundo, uma nova esperança.

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Divirtam-se tanto quanto eu!

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http://www.cafeina.org

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Opening Reception Thursday, May 22, 2003 6-8pm

Location One Artists In Residence Group Exhibition

Daniel Blaufuks, Isabelle Jenniches, Dominik Lejman, Javier Viver, Jiun-Ting Lin

May 22, 2003-June 28, 2003 

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Gallery hours: Tue- Sat 12- 6 PM

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26 Greene Street NYC 10013

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Subway: Canal Street- N, R, Q, W, 6, A, C, E

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On Thursday, May 22, Location One, a not-for-profit multimedia arts organization, will open its second artists in residence group exhibition with multimedia work developed during their stay by

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Daniel Blaufuks (Portugal), Isabelle Jenniches (The Netherlands), Dominik Lejman (Poland), Jiun-Ting Lin (Taiwan), and Javier Viver (Spain).

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This exhibition will be on view in Location One's gallery through June 28, 2003 and will be streamed live on our website www.location1.org.

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Based on the work of the French writer George Perec, "A Perfect Day" by Daniel Blaufuks takes us to the peaceful world of postcards, filled with pools,beaches, mountains, lakes and, above all, blue skies. George Perec wrote Two Hundred and Forty-three Postcards in Real Color; these short, happy messages, which sometimes remind us of our daily e-mails, are combined here with postcards chosen by the artist, creating a new reading of the originalwords. Parallel to this, Blaufuks presents a video series, catalogued as Perec would, with titles such as "Pools", "Mountains", "Water", "Beach", "Road", bringing us closer to the original ideas of the writer. One could speak almost of the boredom of the perfect day. Daniel Blaufuks has been working extensively on the relation between photography and literature, through works like "My Tangier" (with the writer Paul Bowles) and the more recent "Collected Short Stories".

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portraits from india (three contact sheets)
There is some beautiful photography over at Daniel Blaufuks, including still lives, the Saarinen TWA Terminal and more.

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We also like the elegiac images in 'Rejected', people 'refused an entry visa into Portugal during WWII'

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thingsmagazine


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Photographs from Siena (contact sheet)


Conta-me histórias

Daniel Blaufuks regressa à escrita das imagens para falar de ausência, solidão de espera e de silêncios   A história de Collected Short Stories tem três momentos. Antes de mais existiam as fotografias, que Daniel Blaufuks tirou em alturas e sítios diferentes entre 2000 e 2002. Surge depois a exposição: criam-se contrastes e proporcionam-se uniões que o fotógrafo desconhecia até então, através da associação de duas imagens. Nessa escolha é visível a necessidade constante de sublinhar sentidos de espaços urbanos; estão patentes outras características do trabalho de Blaufuks, como a narratividade das imagens e a solidão, no entanto, a essa solidão pode estar agregado um forte sentimento de liberdade. São conversas feitas de ausências e silêncios, sentimentos sugeridos na distância entre cada um dos dez dípticos seleccionados para a exposição. Eles multiplicam-se nesse terceiro momento do projecto, o livro/catálogo, onde no total se incluem 31 short stories. Cada dupla tem um título, por vezes retirado de uma canção ou de um livro (Alexandra Leaving, o título de um tema de Leonard Cohen, é um exemplo), que estimula a comunicação entre imagens e define a possibilidade de um pequeno conto. Ao fazer estas escolhas, Daniel Blaufuks expressou indirectamente o desejo de ouvir novas histórias. O local desta exposição está assim transformado num espaço de íntima criatividade  

Cláudia Almeida (visaoonline.pt)


							
							
							
							
							
							

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www.hotdocs.ca

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International Showcase

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Under Strange Skies

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Sob Ceus Estranhos

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Portugal, 2002, 57 Minutes

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Director: Daniel Blaufuks

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North American Premiere

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During the Second World War, Lisbon, like Casablanca, was a corridor for

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refugees going from Hitler's occupied territories to America. This film

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tells two parallel stories about exile and accommodation. Through a narrated

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memoir and photographs, the tale of a German Jewish family that decided to

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stay in Portugal is recounted. The larger, more sociological account of

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artists who used Lisbon's escape route is skilfully told as well, using

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beautifully shot historic footage and written memoirs by some of the era's

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leading intellectuals including Heinrich Mann (The Blue Angel) and Alfred

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Doblin (Berlin Alexanderplatz). This film evokes a desperate, intensely

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romantic period of exile, despair and, ultimately, freedom.

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Marc Glassman

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the screening room is now open!

Confirmation of Hot Docs 2003 Screening Time

Under Strange Skies

 

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is confirmed in the International Showcase

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for Wednesday Apr 30,2003, at 12:00 PM,

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at the Royal Cinema

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Toronto Screening Venues:

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* Royal Cinema:    608 College Street (College & Bathurst)

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Fui ver. Demorei-me. Gostei muito. Da assertiveness do teu olhar e do modo como escolheste expô-lo!

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Trouxe o inesquecível jarro para casa. Para lá mergulhar, quando tiver frio e fome.

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PARABÉNS!

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Momentos Suspensos - entrevista por Isabel Coutinho e Vanessa Rato (PÚBLICO)

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Collected Short Stories - Installation View
Vão à Gulbenkian ver a exposição do Daniel Blaufuks que vale a pena.

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Ia dizer aqui algo sobre uma chávena mas não digo senão estrago-vos a surpresa,

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vou só dizer que é uma chávena com histórias que não acabam mais e que a mão que a segura e treme não é a mão de um fotógrafo,

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tenho a certeza que é a mão de um escritor, um verdadeiro escritor de short stories.

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http://www.lightstripping.net

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A sua exposicao no CAM é EXCELENTE! Parabens. Gostei muito do livrinho, embora na sua pagina as fotos adquiram uma maior vivacidade!

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Viajar para Lado Nenhum de Margarida Medeiros

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Collected Short Stories de Leonor Nazaré

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Collected Short Stories by Leonor Nazaré

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Em todos os encontros de Fotografia a que fui as exposiçoes dele deixavam-me sempre varada, babada...

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Aquelas cores...Gosto muito da ideia dos dipticos e agradou-me a forma com ele apresentou o trabalho ao jornalista do Acontece..

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Se puder , se houver carcanhol lá vou eu a Lisboa ve-las de perto... :-) (blog)

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oh quero tanto ir :( vi na televisão uma reportagem sobre a exposição e, bem, que cores.... (blog)

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Collected Short Stories - de Inês Amaral

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Collected Short Stories

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Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

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Sala de Exposições Temporárias

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27 de Fevereiro a 27 de Abril de 2003

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We are very enthusiastic about presenting Under Strange Skies at Hot Docs 2003.

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I look forward to hearing from you soon.

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Best regards,

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> Marc Glassman

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> Senior Programmer, International Showcase and Made In Taiwan

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Vi o seu filme sob céus estranhos com grande emoção. Nasci em 55, em Lisboa, de mãe polaca e pai português.

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A família da minha mãe esteve em Lisboa em 40/41 antes de partirem para a Argentina.

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A minha mãe conheceu o meu pai em Lisboa e depois dos estudos regressou a Portugal, trabalhou e teve 4 filhos.

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Sei muito pouco das minhas origens polacas , dos que ficaram na Polónia só uma tia e prima sobreviveram...

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Ouvir contar histórias de vidas interrompidas pela guerra permite-me reconstituir parte minha própria história e sentir-me mais

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acompanhada em Portugal. Obrigado, Joana

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SOB CÉUS ESTRANHOS

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Instituto Alemão Goethe Institut

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Campo Mártires da Pátria, Lisboa

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Quinta- Feira, 20 de Fevereiro, 21 horas

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(Org.: Centro de Estudos Judaicos)

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Sie schildern das Schicksal Ihrer Großeltern auf sehr eindrückliche, berührende Weise.

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Aber es gelingt Ihnen durch Zitate aus der Exilliteratur und anderen Werken sowie dem Hinzufügen von weiteren historisch relevanten Informationen,

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diese persönliche Familiengeschichte auch als ein allgemein gültiges Beispiel für die Situation von jüdischen Emigranten in Portugal während der NS-Zeit darzustellen.

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Da es wenig Filmmaterial über das Leben der Emigranten in Portugal gibt, ist Ihr Film durch das Verwenden von privaten Aufnahmen auch unter diesem Aspekt höchst sehenswert.

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Gostei imenso do documentário que passou no último domingo.

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São imagens inscritas em muitas pessoas que viveram aqueles exílios, foi óptimo ver numa TV cada vez mais superficial algo que nos faz pensar.

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Será que a RTP vai repetir?

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Só para dizer que gostei muito do Under Strange Skies (que vi na televisão há alguns dias).

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Ficámos muito comovidos. Gostei do understated tone.

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All the best,

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Richard Zimler


one sunday afternoon at galeria maria martin at arco, madrid


Collected Short Stories

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Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

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Sala de Exposições Temporárias

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27 de Fevereiro a 27 de Abril de 2003

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Inauguração, 27 de Fevereiro, 22 horas


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SOB CÉUS ESTRANHOS

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RTP 2

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Domingo, 16 de Fevereiro, 20 horas

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I just got on to your web site and was really moved by your work. The book looks like it will be a great one. Congratulations....

I am a photographer working in Boston. Take care and good luck.


SOB CÉUS ESTRANHOS

Cinema King, Lisboa

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Janeiro dia 25 (Sábado) 18:30 e dia 27 (Segunda) 22:00


The Writing of Snapshots by Sérgio Mah
A Escrita de Instântaneos de Sérgio Mah

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Vi o seu filme " Sob céus estranhos" numa mostra que houve em Portalegre nopassado mês de Novembro.

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O seu filme foi o que mais me marcou de toda a mostra. Fiquei completamente fascinada pelo seu trabalho,

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sinceramente até ter visto " Sob céus Estranhos" nunca tinha ouvido falar no seu nome.

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Os meus mais sinceros parabéns


new year's card
Collected Short Stories
As Viagens de um Olhar de Eduardo Brito
Conversa com vista para...de Maria João Seixas
one rainy day in lisbon
Song of the Siren

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The water is spellbinding; it symbolises unrestrained hilarity and looseness. These clichés are used and combined with others in Daniel Blaufuks' video "Teach me tiger " from "Think of your ears as eyes". Here, he combines the sensual Marilyn Monroe evergreen with recordings of the elegant swimming of a jellyfish in the dark ocean. The video is black/white, which partly makes a connection to the glory days of Monroe and partly provides the work with a graphic quality that makes it resemble a cartoon in a way that lends support to the very commonplace and slightly comical content. The gliding and pulsating drift of the jellyfish through the water is like a dance carried out by a ballet dancer not worthy of the title. For good reasons, it does not know what it does, it merely follows its instinct; it does not pretend, it just is. Marilyn knew very well what she was doing and she probably even followed her instinct too, but in each others company both she and the jellyfish become slightly comical. It is not a malicious form of comedy, rather an affectionate kind of teasing. We do not know if it is a toxic jellyfish, but as in any love affair there is a risk of getting burnt. In this way, it is the classic siren song that lours into ruin.

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Daniel Blaufuks' video is a subtle waltz for two incompatible figures: One is the indisputable symbol of female sensuality and the other is the symbol of gender, reproduction, and homosexuality. So, even if the song, the music, and the images seem compatible, it is not completely obvious what is going on before the gender identification seems to get confused in the multiplicity, and in this way the video may not be as straight-forward as would appear at first glance.

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Beate Cegielska , Galleri Image


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Um fotógrafo que realizou uma curta-metragem de ficção que acaba de realizar um documentário. Está tudo ligado, afinal. Como? Através da relação com a fotografia. "Sob Céus Estranhos", de Daniel Blaufuks, 38 anos, é "uma memória de uma memória". O tipo de documentário feito a partir de imagens de arquivo - fotografias, documentos, filmagens -, largamente explorado, mas a que o tratamento de Blaufuks influi uma nova vitalidade. Desde logo, rejeita o típico modelo da entrevista entrecortada com imagens de arquivo. "Tentei fugir a isso e fiquei logo com a ideia de fazer isto com fotografias". Não há imagens actuais, tudo é desenterrado dos baús da memória - ou do esquecimento: álbum de família, filmes em Super-8 do avô e tio-avô, imagens de Lisboa resgatadas das preciosidades do ANIM, fotos-passe de rostos anónimos relegados para à escuridão de um arquivo. Único fio de ligação, actual: a narração em voz "off" de Blaufuks, detentor de memórias. Trata-se de um documentário de reconstituição (de desengano?) histórica, a partir de um olhar pessoal: Lisboa, 1940, lugar de trânsito "possível" para os refugiados judeus fugindo à perseguição nazi. Dos cerca de 200 mil que por aqui passaram, poucos permaneceram. O avô de Blaufuks, Herbert August, foi um dos poucos. Há uma interrogação final, impossível, ao avô, entretanto falecido - "são perguntas sem ele": O que teria acontecido se não fosse judeu? Teria ficado na Alemanha? Teria colaborado com o regime nazi? Mais do que uma reflexão sobre a condição judaica, do tipo acusatório, o que se oferece é uma evidência: "O exílio, a condição de refugiado, o fecho das fronteiras porque os interesses nacionais se sobrepõem ao resto... São questões que estão sempre a voltar. Existem actualmente 35 milhões de refugiados. A história é sempre a mesma". É só Blaufuks que a conta com um novo olhar.

Isto É Cinema Por KATHLEEN GOMES

Sexta-feira, 31 de Maio de 2002 i

in Público


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O mundo do Blaufuks, tal como eu o interpreto, é um mundo de isolamento, o que não significa solidão. Uma impressão que me fica variadas vezes dos retratos dele é a da pessoa que se alheou por momentos do que a rodeia. Muitas das pessoas que são fotografadas são-no nesse instante. Quando se isolam do exterior e estão perdidas em reflexão.

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Por outro lado, a fotografia de objectos contribui para essa sensação - na série "19 Short Stories", por exemplo, há um conjunto de duas fotos, em que numa delas uma mulher está sentada numa mesa de um café e na outra vê-se uma chávena de café pousada sobre a mesa. Esse díptico transporta-me directamente para o lugar dessa mulher. Ao ver as duas fotos, vejo-a primeiro a ela e logo a seguir vejo o que ela vê, e passo a ser a personagem. Essa "short story" acaba por ser uma "short story" minha, num desses momentos em que me isolo, como o fiz certamente nessa mesma manhã ao tomar o pequeno almoço sentado sózinho na mesa do café do meu bairro.

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Este é só um exemplo daquilo que me fica muitas vezes da fotografia do autor. Existem outras sensações, como os ambientes que são muito bem retratados, mas sempre com essa nota - isolamento. Até porque nessas fotos de ambiente consigo sempre ver, por detrás da câmara, o acto fotográfico

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(de um blog)
As I was surfing in internet and by a very big chance found out about you and your work. And I loved it. Absolutely loved it.

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I viewed your "thumbnails NYC" project in your site, but I don't know if you are doing any set design in NYC. ?

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If you are I would love to meet you, show you my work and be a part of your projects.

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I believe that working with you would be a great experience for me. The experience that I need and that I love.

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you reached the end or the beginning , so go back home